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16 novembro 2017

Feira do Livro de Porto Alegre, uma anciã de 62 anos!!!

A primeira Feira do Livro, em 1955.

A primeira edição da Feira do Livro de Porto Alegre foi inaugurada em 16 de novembro de 1955 pelo seu idealizador, o jornalista Say Marques, diretor do Diário de Notícias que, inspirado numa feira que visitara na Cinelândia (Rio de Janeiro), reuniu livreiros e editores da cidade e criaram uma das feiras literárias mais antigas do país e uma das maiores da América do Sul.



O objetivo era melhorar as vendas das editoras daqui e popularizar o livro. Na época, livros, livrarias e editoras eram consideradas coisas da elite. Resolveram, então, criar uma feira, onde se pudesse mostrar os lançamentos, dar descontos e, na medida do possível, unir escritores e leitores na praça. Tanto que, o lema da primeira foi: Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo. E assim, a praça da Alfandega, um dos locais mais movimentados da capital recebeu a primeira edição - na época, contava com apenas 14 expositores, em bancas montadas pelos carpinteiros da Livraria e Editora Globo.


Na segunda edição do evento, iniciaram as sessões de autógrafos. Na terceira, passaram a ser vendidas coleções pelo sistema de crediário. Nos anos 70, a Feira assumiu o status de evento popular, com o início da programação cultural. A partir de 1980, foi admitida a venda de livros usados.


Foi nos anos 90 que a Feira ampliou-se, obrigando aos seus visitantes algumas voltas a mais, com um número maior de barracas e usos de novos espaços, incorporando a suas atividades encontros com autores, além dos tradicionais autógrafos. Em 94, algumas alamedas ganham coberturas, pois é histórica a relação da Feira com a chuva. No ano seguinte, 95, passa por uma processo de profissionalização, buscando o apoio decisivo das Leis de incentivo à Cultura e, também, criando um espaço para os novos leitores, crianças, jovens e adultos em fase de alfabetização. A Feira acompanha a transformação e internacionalização da cidade de Porto Alegre, que passa a receber grandes festivais e exposições (como o Porto Alegre em Cena e a Bienal do Mercosul).

No inicio dos anos 2000, a partir de conquistas na área do patrimônio e criação de novos centros culturais no entorno da Praça da Alfândega (como o Santander Cultural, o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, além dos já existentes Margs e Memorial do RS), a programação cultural da Feira do Livro cresce em número de autores participantes e público visitante.
Desde 1965, a Feira mantém a tradição de eleger um patrono para cada edição. A escolha é feita pelos associados da Câmara Rio-Grandense do Livro e outros representantes da cultura do estado. Alcides Maya foi o primeiro e Valesca de Assis a atual. Mas, a lista é grande, confira em 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_patronos_da_Feira_do_Livro_de_Porto_Alegre

09 novembro 2017

‘O Diário de Anne Frank’ ganha versão em HQ e animação

Um diário pessoal, de uma menina de 13 anos, mostrou ao mundo como os nazistas caçavam, enjaulavam e matavam os judeus. E 75 anos após o fim da grande guerra ele continua marcando.

O Diário de Anne Frank mostra o dia a dia de uma família durante os primeiros anos da ocupação nazista e o risco de morte que isso trazia. A menina e seus familiares sobreviveram, escondidos, por exatos 743 dias no anexo de um apartamento em Amsterdã - a capital holandesa havia sido ocupada pelo exército alemão. Publicado há sete décadas, o Diário tornou-se um clássico mundial e o maior sobre o holocausto, chegando à marca de 50 milhões de cópias vendidas. E já foi mostrado de diversas formas: cinema, tv, teatro e outras formas.
Pois agora, o documento escrito por Anne Frank ganha duas novas versões e com uma leitura mais aberta às novas gerações. Os quadrinhos.

O Diretor de cinema e roteirista Ari Folman e o desenhista David Polonsky criadores de A Valsa de Bashir (aclamada animação vencedora do Globo de Ouro de filme estrangeiro e indicada ao Oscar, em 2009) lançam O Diário de Anne Frank em quadrinhos e preparam uma versão para o cinema. A adaptação para os quadrinhos está sendo publicada em mais de 50 países e foi apresentada em Paris. 
Converter o livro para graphic novel exigiu dos autores um brutal esforço de concisão. Se fosse transposto na íntegra, a obra em quadrinhos teria 3,5 mil páginas. O diário gráfico foi, então, sintetizado e adaptado por Folman. Sua maior riqueza em relação ao texto original talvez seja o fato de ter sido imaginado e traduzido para os quadrinhos pelos traços de Polonsky, exatamente como foi escrito o original escrito por Anne Frank até sua morte, no campo de concentração de Bergen-Belsen, em março de 1945.
A adaptação mostra a incompreensão e angústia do início da perseguição e também as dúvidas e sonhos (com pitadas de humor, típico da adolescência). 
“À noite, costumo ver longas filas de gente boa e inocente com crianças chorando, andando sem parar até quase caírem. Ninguém é poupado. Doentes, velhos, crianças, bebês, todos são forçados a marchar em direção à morte”, escreve Anne Frank, no original e mantido pelos idealizadores. As ilustração trazem rostos magros, olhos tristes  e mãos ao alto que falam por si. Cheias de medo, como foi de fato.
Em Paris, durante a apresentação, os autores comentaram sobre o desafio de trazer o texto para as novas gerações, usando para tanto, uma linguagem mais atual e marcante. Folman lembrou, ainda, do impacto da leitura do Diário de Anne Frank quando se é adulto, e disse ter imaginado um livro voltado para crianças e adolescentes. “Um jovem não consegue apreciar o valor literário do livro como um adulto”, lembra Polonsky. Por isso, os autores frisaram, na adaptação aos quadrinhos, os temas que atravessam o imaginário dos jovens. “Quando se é adulto, lê-se o diário sob o prisma de uma adolescente falando de você, adulto. Quando se lê ainda garoto se tem outra perspectiva”, explicou Folman. “Adolescentes e crianças, em especial meninas, vão encontrar o que eles precisam no diário original: a relação com a mãe, com outras crianças, o amadurecimento sexual.”
Isso não significa, porém, que a versão em quadrinhos seja infantilizada demais ou tenha perdido seu caráter político. O contexto opressor da guerra é onipresente. Em um deles, a família aparece adormecida em torno da mesa de jantar, e no texto se lê: “Querido Kitty, o número de ataques aéreos britânicos cresce a cada dia. O Hotel Carlton foi destruído. Aviões ingleses carregados de bombas incendiárias caíram bem em cima do Clube dos Oficiais Alemães. Não temos uma boa noite de descanso há séculos”, conta Anne em quadrinho ilustrado com a cidade em chamas.
O diário gráfico e a versão para o cinema tem a missão a de ajudar a eternizar a história do holocausto entre novas gerações.

03 novembro 2017

Halloween, o Dia dos Mortos e o que Orson Welles tem a ver com isso.

Mundialmente conhecido como Halloween, aqui no Brasil e em outros países latinos é chamado de Dia das Bruxas. Nessa data (feriado em alguns países, inclusive) tem-se o hábito de assustar as pessoas, ir de porta em porta pedindo guloseimas, enfeitar as casas com símbolos "assustadores" e participar de festas a fantasia vêm se tornando mais comuns. Mas, de onde vem essa cultura?


A origem desses costumes tem muito pouco a ver com o significado que essa festa popular adquiriu com o passar do tempo. O Halloween tem suas raízes na cultura européia, mais precisamente no Reino Unido e não na cultura americana, como muitos pensam. Seu nome deriva de "All Hallows Eve". Os ingleses usavam os termos da cultura celtas "Hallow"  e "eve" que, na lingu-agem antiga queria dizer "santo" e "véspera". Ou seja, fazia referência, até o século 16, à véspera (noite anterior) ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro.

Além da explicação etimológica, a cultura religiosa-pagã tem outra origem para o Halloween moderno. E bem diferente.

Durante o século 17 acontecia um festival pagão que fazia referência a origem do Halloween: o festival celta de Samhain ou simplesmente,  "fim do verão".

O Samhain durava três dias, começando em 31 de outubro e era uma homenagem ao "Rei dos Mortos". O ritual do Samhain era marcado pela fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. Porém, sua comemoração, linguagem e simbologia mudavam conforme a região.

Galeses celebravam o seu "Calan Gaeaf", assim irlandeses e escoceses também tinham o seu Samhain.


O Dia das Bruxas como conhecemos hoje, tomou forma por volta do século XV, quando fogueiras tornaram-se populares a partir do Halloween. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e, principalmente, a peste negra.

Outro costume de halloween era o de prever o futuro - previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. Existia até escritos, como o poema do escocês Robert Burns que descreve as formas pelas quais se podia descobrir quem seria seu grande amor.

Alguns dos rituais de adivinhação são usados até hoje, nas festas, como, por exemplo, "pescar" maçãs numa tina com água, com a boca, e adivinhar as iniciais, "ler" cascas de noz ou olhar um espelho e pedir ao diabo para revelar a face da pessoa amada.

Durante o festival, na Europa, as igrejas badalavam seus sinos por toda a noite. Uma prática tão incômoda que fez o rei Henrique 3º e a rainha Elizabeth tentaram proibi-la, mas não conseguiram. 

E a festa chegou à América... 

Durante o período conhecido na Irlanda como a "Grande Fome" mais de um milhão de pessoas imigraram para os EUA, levando as suas tradições. Não por acaso, as primeiras referências ao halloween, na América, aparecem pouco depois disso. 

A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadei-ras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. As maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com rosquinhas, ou doughnuts em inglês. O milho era uma cultura importante da agricultura americana - e acabou entrando com tudo na simbologia caracterís-tica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos - de colheitas de milho - eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas.

Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de halloween. No Reino Unido, o legume mais "entalhado" ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu enganar o dia-bo e vagava como um morto-vivo deu origem às abóboras iluminadas que se tornaram o principal símbolo do halloween americano.

Já a tradição de "doces ou travessuras" é bem americana. Na Europa medieval pedia-se repolhos, nos EUA doces, a partir dos anos 1920.

Mas, as brincadeiras podiam ficar violentas, como ocorreu durante a Grande Depressão, e se popularizaram de vez após a 2ª Guerra Mundial, quando o racionamento de alimentos acabou e doces podiam ser comprados facilmente.

Mas o que Orson Welles tem a ver com o halloween?

Wells durante a transmissão de Guerra dos Mundos
A tradição mais popular do Halloween (fantasias e sustos) veio após a trans-missão da adaptação do livro Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, que gerou uma grande confusão quando foi ao ar, em 30 de outubro de 1938. Ao conclui-la, o ator e diretor americano Orson Welles deixou de lado seu personagem para dizer aos ouvintes que tudo não passava de uma pegadinha de Halloween e comparou seu papel ao ato de se vestir com um lençol para imitar um fantasma e dar um susto nas pessoas.

Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Em 2010, superou tanto o Dia dos Namorados quanto a Páscoa como a data em que mais se vendem chocolates e, com o passar dos anos, foi "exportado" para outros países, entre eles o Brasil. Por aqui, desde 2003, também se celebra neste mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas.


Feliz Dia das Bruxas... ou Halloween, como preferir.

02 novembro 2017

Dia dos Mortos, um evento cultural.

Algumas culturas ao redor do mundo têm suas particularidades e tradições a respeito do dia dos mortos, a data para visitar as sepulturas dos entes queridos. Em muitas, estas tradições se transformam em festas com comidas e bebidas. E muitos podem pensar que é a data é apenas uma cultura mexicana mas não, ela é mundial. Unesco, inclusive, declarou a data como Património Imaterial da Humanidade.
Diferenças sociais não significam nada, diante da morte.
Mas, como começou isso?

No México, o dia dos mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os falecidos no dia 2 de novembro. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde os mexicanos se estabeleceram e são anteriores à chegada dos espanhóis. Astecas, maias e outros povos já praticavam o culto.

Nos Eua e em países sul-americanos não é diferente, principalmente nos locais de forte concentração de mexicanos, como Arizona, Novo México, Texas, Califórnia e outros.

Europa - O Dia dos Mortos, copiando a festa mexicana, se espalhou também pela Europa. Em muitos países de ascendência católica (Espanha e Portugal, por exemplo) o Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos são feriados para que se possa visitar os cemitérios com velas e flores mas, também, para presentear as crianças com doces e brinquedos assim, celebrando a vida.

Em alguns países, como Polônia, Croácia, Suécia e outros, a tradição é acender velas e visitar os túmulos dos parentes falecidos, velando-os novamente. Na região do Tirol (Austria e Alemanha) deixam as salas das casas mais quentes, ornamenta-as e deixam bolos sobre as mesas, tudo para o conforto dos mortos. Na Bretanha, as pessoas vão aos cemitérios ao anoitecer para ajoelharem-se perante as lápides de seus entes queridos e ungirem-nas com água benta ou fazerem libações de leite nela. Na hora de deitar, o jantar é deixado na mesa para as almas.

Ásia - Nas Filipinas e outros países também católicos, o feriado chamado Araw ng mga Patay (Dia dos Mortos), Todos los Santos ou Undas (os últimos dois devido aos fato de serem celebrados em 1 de novembro), tem uma atmosfera mais de reunião familiar. As tumbas são limpas ou repintadas, velas são acesas e flores são oferecidas. Famílias inteiras acampam em cemitérios, e às vezes passam uma noite ou duas junto às tumbas de seus parentes. Jogos de cartas, comidas, bebidas, cantos e danças são atividades comuns no cemitério. É um feriado de muita importância para os filipinos (depois do Natal e da Semana Santa), e dias de folga são normalmente adicionados ao feriado, mas apenas o dia 1º é considerado um feriado regular.

Além de todo o movimento cultural, festas e, claro, a reverência que a data merece, a Unesco distinguiu a festividade indígena como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade declarando "...uma das representações mais relevantes do patrimônio vivo do México e do mundo, e como uma das expressões culturais mais antigas e de maior força entre os grupos indígenas..." e "...embora a tradição não esteja formalmente ameaçada, sua dimensão estética e cultural deve ser preservada do crescente número de expressões não indígenas e de caráter comercial que tendem a afetar seu conteúdo imaterial". Excelente iniciativa... lembrando da importância da cultura.

18 outubro 2016

Chuck Berry aos 90 anos anuncia novo cd, todo dedicado à mulher com quem vive há 68 anos.
Ícone e um dos pioneiros do rock, Chuck Berry, anunciou o lançamento de seu primeiro álbum desde 1979, no dia em que comemora seus 90 anos - O disco "Chuck" sairá em 2017, pela Dualtone Records, com músicas novas escritas, gravadas e produzidas pelo músico.
Chuck, novo trabalho de Chuck Berry
Em um comunicado citado pela revista "Rolling Stone", Berry explica que o novo trabalho é dedicado à sua mulher Themetta Berry, com quem é casado há 68 anos. "Minha querida, eu estou ficando velho. Eu trabalhei neste álbum durante muito tempo. Agora eu posso pendurar meus sapatos", diz o texto.
De acordo com a publicação, o artista gravou o álbum com sua banda de apoio, que inclui seus filhos Charles Berry Jr. (guitarra) e Ingrid Berry (gaita), além do baixista Jimmy Marsala, que tocou com Berry durante 40 anos, o pianista Robert Lohr e o baterista Keith Robinson. Seu último disco foi "Rock it".
Charles Edward Anderson Berry nasceu a 18 de outubro de 1926 em St. Louise, Missouri. Cedo se iniciou na música, participando de corais evangélicos, influenciado pelo pai pastor protestante. Curiosamente apenas em 1940 Berry teve seu primeiro contato com uma guitarra, pouco antes de passar uma temporada em um reformatório juvenil por furto. Após sair do reformatório Berry havia se desinteressado da música, trabalhou alguns anos em uma fábrica de automóveis e por pouco não se tornou cabeleireiro profissional. Apenas em 1946 voltou a tocar.
Em 1952 tocava profissionalmente em uma banda de estilo blues-country. A medida que o guitarrista se destacava como atração principal dos palcos onde tocava o nome do grupo foi mudado para Chuck Berry Combo. Participavam da banda Johnnie Johnson (homenageado em "Johnny B. Goode") e Eddie Hardy (baterista).
O destino sorriu para Berry na figura de Muddy Waters, antigo ídolo e sua principal influência. Waters recomendou a Berry que procurasse a Chess Records para gravar um single. Com o apadrinhamento de Muddy, poucas semanas depois Chuck Berry Gravou (com Willie Dixon no piano) duas músicas. Ida May (pouco mais tarde regravada como Maybellene) e Wee Wee Hours.
O single chegou ao número 5 nos Estados Unidos. Era o começo do sucesso. Menos de um ano após, Berry já vendia mais que todo o staff da gravadora Chess. Os maiores sucessos de Berry vem deste início de carreira, músicas como Johnny B. Goode, School Day's (fartamente coverizada até hoje), Roll Over Beethoven, entre outras. Berry era um dos poucos astros do rock de então que podia se vangloriar de tocar a maioria das músicas de sua autoria.
Boa parte do sucesso se deveu à incrível presença de palco. Mais do que cantar Berry tocava guitarra como um demônio, gesticulando, correndo e fazendo o seu clássico "duck-walk". Era mais do que um cantor, músico ou poeta. Chuck Berry foi o primeiro artista de rock completo.
No início da década, com sua vendagem em declínio, embora mantendo a mesma energia e qualidade, Chuck Berry foi levado a juri, condenado e preso por sedução de menores. Condenado a 3 anos de cadeia, parecia ser um triste fim para sua carreira, o que não ocorreu. Bandas claramente inspiradas por Berry, como Beatles e Rolling Stones despontavam, gravando covers do ídolo e mantendo a chama acesa.
No início da década de 70, após um longo período longe dos palcos e imprensa Berry fez sua volta triunfal, com shows por toda a América e Europa, voltando às paradas com o single My Ding a'Ling, embora obviamente nunca tenha alcançado novamente o sucesso da década de 50.
Em 1990 Berry foi novamente preso sobre acusação de ter instalado uma micro-câmera no banheiro feminino de seu restaurante. Em uma batida realizada em sua casa foram achados, além dos vídeos, drogas e armas.
Embora muitos artistas tenham gravado rock n' roll antes dele, Chuck Berry é considerado o pai do mesmo por ter acrescentado à música a sua atitude. Mais do que tocar rock Chuck Berry criou um estilo com suas letras e presença de palco que viriam a ser influência de todos dali para frente. Sua letras são simples e falam do cotidiano de seus ouvintes, garotas, carros e conflitos de geração; foi o primeiro compositor de rock a pregar o amor como diversão e sem maiores compromissos.

24 janeiro 2016

Engraçado ou estranho???

A maior rede de informação do sul faz uma matéria dizendo que o rock gaúcho está morrendo. Mas, a mesma rede não dá uma linha, nos seus jornais ou, um minuto nas suas tvs e rádios a favor do rock do sul. Queria o que, então?

O rock gaúcho vive sim e muito forte. Mas, a tal rbs poderia ajudar um pouquinho que fosse...

E tu, o que acha?

http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2016/01/por-que-o-rock-gaucho-sumiu-do-mapa-4957885.html

29 abril 2014

Sala Sinfônica da OSPA: Secretaria da Cultura anuncia início da superestrutura

Fundada em 1950, a OSPA - Orquestra Sinfônica de Porto Alegre jamais teve sede própria e, claro, a necessidade de possuir ambientes compatíveis com os projetos que desenvolve levou a Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Fospa) a buscar a edificação de uma sala própria, com áreas complementares para abrigar os arquivos musicais e demais atividades de apoio aos seus projetos. Para tanto, em 2004, foi criada a Fundação Cultural Pablo Komlós e terá, também, sala de concertos, museu da música, salas de ensaio, escola de música e sede administrativa.
Mas, quem pensa foi fácil a empreitada, muito se engana - nada, em se tratando de cultura o é. Começou então, em 2008, com a prefeitura de Porto Alegre cedendo o terreno para a construção e em 2012 as obras começaram. As fundações duas primeiras etapas da construção (estaqueamento e construção de blocos de concreto para apoio dos pilares), foram financiadas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Banrisul, Souza Cruz, Vonpar, Lojas Renner, SulGás, Randon, Celulose Irani e Habitasul, e apoio de STIHL, BarraShopping, Marcopolo, Pactum e CIEE, através da Fundação Cultural Pablo Komlós. Através de uma proposta de emenda ao orçamento da União feita pela bancada federal gaúcha, o Ministério da Cultura e o Governo do Estado firmaram convênio que definiu a liberação de cerca de R$ 19 milhões pelo ministério e a contrapartida do estado no valor aproximado de R$ 5 milhões. Este convênio custeará a execução da supraestrutura do prédio. E a última etapa da obra foi concretizada através de contrato assinado com a construtora Cisal correspondendo a um investimento de R$ 22.336 milhões, resultado de convênio entre o Ministério da Cultura e o Governo do Estado.
Acima, localização da sede, na Avenida Loureiro da Silva, nº 165, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. 
Então, aguardemos a inauguração da obra afinal, os amantes da música clássica merecem.

05 abril 2014

Prefeitura de Porto Alegre apresenta restauração do antigo Cine Capitólio.

O prefeito José Fortunati, o secretário municipal da Cultura, Roque Jacoby, o presidente da Fundacine, João Guilherme Barone, e representantes do Ministério da Cultura (Minc) apresentaram na manhã desta sexta-feira, 4, o restauro do prédio do antigo Cine Capitólio, que vai abrigar a Cinemateca Capitólio. A solenidade foi realizada na sala de cinema do prédio, que é patrimônio histórico do estado. As obras tiveram início em 2004 e o investimento foi de R$ 6.753.865,80.
O titular da Secretaria Municipal da Cultura destacou a soma de esforços para que a restauração do local se tornasse realidade. “Foi um desafio enorme e não teríamos sucesso se não fosse o apoio de todos. A prefeitura e o governo federal investiram recursos e dedicação para que essa obra fosse possível. Tivemos diversas dificuldades, pois é um prédio especial, tombado, com muitas peculiaridades e a estrutura que uma cinemateca exige também tem suas especificidades”, afirmou Roque Jacoby.
Com a reforma concluída, o prédio está recebendo mobiliário, equipamentos de projeção e estão sendo realizadas as adequações da obra à nova legislação de prevenção contra incêndios. Assim que o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) estiver completamente implementado, a cinemateca será aberta ao público.
O local será um centro de referência para pesquisadores da área, com acervo para preservar a memória do cinema gaúcho, constituído por filmes, cartazes, fotografias, livros, roteiros originais, entre outros. Contará ainda com sala de cinema, biblioteca especializada, um café, área de exposição e sala multiuso para grupos de estudos. “Há uma grande preocupação da cidade com a memória deste prédio, que teve um papel muito importante na história do cinema gaúcho e para os gaúchos. O Capitólio sempre foi conhecido pela programação intensa e diferenciada, então não existe local mais adequado para instalar essa cinemateca. Estamos muito orgulhosos de poder oferecer esse espaço tão qualificado para o público”, disse o prefeito José Fortunati.
Também foi descerrada a placa alusiva aos patrocinadores da obra de restauro do prédio, que nesta etapa foram o Ministério da Cultura, a Prefeitura de Porto Alegre, a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A Cinemateca Capitólio vai valorizar toda essa região da cidade, já conhecida pela intensa atividade cultural e concentração de artistas”, projetou a representante do Minc na região Sul, Margarete Moraes.
Cine Capitólio – Era um antigo cinema de rua. O prédio na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Demétrio Ribeiro foi adquirido pela Prefeitura de Porto Alegre em 1994, e tombado pelo Município no ano seguinte.
Ao ser restaurado, o local teve que passar por toda uma adaptação especial, com instalação de equipamentos como gerador de energia próprio e sofisticado sistema de refrigeração, pois o acervo de filmes exige controle diferenciado de temperaturas. “Não estamos apenas inaugurando um cinema. Nós estamos instalando aqui uma cinemateca. Poucas cidades brasileiras possuem um local desses e nenhum é como a Cinemateca Capitólio. Realmente é um espaço diferenciado e qualificado”, declarou o presidente da Fundacine, João Guilherme Barone.
O custo da obra foi dividido entre os patrocinadores. Petrobrás investiu R$ 4,1 milhões, o BNDES repassou R$ 1,11 milhão, o Ministério da Cultura entrou com R$ 800 mil e a PMPA com outros R$ 743 mil.

25 fevereiro 2014

Morreu Harold Ramis


O ator, diretor e roteirista Harold Ramis morreu aos 69 anos em Chicago, nos EUA, nesta segunda-feira (24), em decorrência de um tipo raro de vasculite autoimune, que provoca o inchaço de vasos sanguíneos. Sua mulher, Erica Ramis, comentou que ele lutava contra a doença desde 2010.


Com currículo impressionante, trabalhando em todas as áreas do cinema,  Ramis ainda dirigiu e coescreveu "Feitiço do tempo" (1993), pelo qual ganhou um BAFTA de melhor roteiro original, "Clube dos pilantras" (1980), "Férias frustradas" (1983), "Máfia no divã" (1999), "Máfia volta ao divã" (2002), "Os caça-fantasmas 2" (1989), "Recrutas da pesada" (1981) e "Presente de grego" (1987), "Eu, Minha Mulher e Minhas Cópias" e "Ano Um" seu último filme. Também fez papéis menores em "Ligeiramente grávidos" (2007)  e "Melhor é impossível" (1997). Também escreveu programas da série de TV "Os caça-fantasmas" e dirigiu episódios de "The office" e roteirizou "O clube dos cafajestes", de 1978.

Nascido em Chicago, Ramis começou a trabalhar com comédia na faculdade, onde escreveu paródias de peças teatrais. Em seguida passou a se envolver com com produções independentes para TV e com o grupo Second City, de onde saíriam John Belushi e Bill Murray.



O ator Billy Crystal escreveu em seu perfil no Twitter: "triste por ouvir que meu amigo Harold Ramis morreu. Um ator e diretor brilhante e engraçado. Um marido e pai maravilhoso. Grande perda para nós todos".
Seth MacFarlane declarou: "Harold Ramis foi um exemplo brilhante para todo roteirista de comédia que espera alcançar excelência neste campo". A atriz Julianne Moore escreveu: "Muito triste em ouvir que perdemos Harold Ramis. Excepcionalmente talentoso, excepcionalmente bondoso."

14 fevereiro 2014

Poeta Luiz de Miranda é indicado ao Nobel pelo 2º ano consecutivo.

O poeta Luiz de Miranda acaba de ser indicado ao prêmio Nobel de Literatura pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, quem assina o documento são as Faculdades QI, com 19 unidades e 900 colaboradores no
Rio Grande do Sul. O poeta, já publicou 4.012 páginas de poesia por editoras comerciais, um recorde mundial, visto que Pablo Neruda lançou 2.080, e Ezra Pound, um pouco mais de 700. Além disso, Luiz de Miranda publicou 31 volumes de poemas, contabilizando 35 livros.
Participou de 25 antologias, mereceu 29 prêmios, sendo 13 Prêmios no Exterior: 4 (USA), 2 (França), 1 (Itália), 2 (Panamá), 2 (Paraguai), 2 (Argentina). Considerado um dos maiores poetas do mundo, como se lê:
"Luiz de Miranda, com Cantos de Sesmaria, canta sua terra, e faz dela um canto universal, tornando-se um dos maiores poetas do mundo" Paris, 2003, José Augusto Seabra, considerado a maior autoridade no mundo em
Fernando Pessoa, ex-Ministro da Educação de Portugal.
"Miranda é o grande poeta épico que transforma o eu pessoal em coletivo, a voz individual na voz de um povo.
Dá prosseguimento ao que fez Rubén Darío, seguido por Gabriela Mistral e Pablo Neruda. É uma voz única na América Latina".
Madrid, 2005: Perfecto Cuadrado - Prêmio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2008 - Lisboa.
"Chega com Nunca Mais Seremos os Mesmos ao topo mágico dos grandes poetas.
És uma das mais poderosas poéticas do mundo atual." Rio de Janeiro, 2005 - Gerardo Mello Mourão.




Contatos com o poeta:

email: luizdemiranda@terra.com.br
http: luizdemiranda.wordpress.com
Fones: 55. (51) 3085.9947 e 55 (51) 9179.4891.

03 outubro 2013

Tarso Genro, governador do RS, sanciona lei do Sistema Estadual de Cultura

Na manhã da segunda-feira (30 de setembro) o governador Tarso Genro sancionou a lei que cria o Sistema Estadual de Cultura. O ato ocorreu no gabinete do executivo com a presença do secretário de Estado da Cultura, Assis Brasil, da coordenadora da Regional Sul do Ministério da Cultura, Margarete Moraes, da presidente da comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, deputada Ana Affonso, do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Neidmar Alves  e dos diretores da Sedac.
O Sistema Estadual de Cultura  é um mecanismo de gestão cultural compartilhada entre Estado e sociedade. O projeto vai garantir dez anos de políticas públicas continuadas para a cultura do Rio Grande do Sul.
Foto: Gustavo Gargioni
Para o governador este é um importante passo pois é “uma lei que se integra às regras federativas  da cultura e integra os municípios ao estado e à união. Agora  damos inicio ao processo de  criar  ações concretas que valorizem este Sistema”, afirmou Tarso Genro.
Assis Brasil ressaltou a importância da lei que é o resultado de um longo processo de participação e atende uma reivindicação da comunidade cultural. “Além disso é mais um cumprimento das propostas do Plano de Governo. Com esta lei vamos sistematizar todas as ações da cultura do estado e estamos aptos a participar do Sistema Nacional de Cultura”, completou.
“O principal programa do MinC é a constituição do Sistema Nacional da Cultura que estabelece institucionalmente os Sistemas Estaduais  com o sentido de fortalecer a cultura nacionalmente” informou a coordenadora do MinC, Margarete Moares.
Para a deputada Ana Affonso “ pela primeira vez na  história estamos integrando todos os municípios ao estado e à união nesta organização sistemática e principalmente fortalecendo as culturas populares do estado”.
Neidmar Alves cumprimentou o governo pelo nova visão de modelo de política pública com a participação plena da sociedade civil.
Foto: Gustavo Gargioni

O Sistema
Como elementos-chave do Sistema Estadual de Cultura constam o fortalecimento de conselhos estaduais, fundos de cultura e formas de participação dos produtores culturais e da comunidade em geral, englobando todos os componentes inseridos na elaboração e execução de políticas do setor; formação, criação, produção, distribuição, consumo, conservação e fomento.
O secretário Adjunto da Cultura, Jéferson Assumção, reforça que o sistema “é um conjunto de instrumentos para ajudar a desenvolver a cultura, do ponto de vista do financiamento e do planejamento. Possibilita pensar a cultura do estado a médio e longo prazo”, complementou.
Esperemos, então, que não seja mais uma daquelas leis que só existem no papel.

09 junho 2013

Bruno Carvalho e "Nada de Mais", seu mais novo trabalho que, concorre a melhor curta, no Histórias Curtas.

Giorgio Donatto e Duda Meneghett no curta 'Nada De Mais' (Foto: Reprodução/ RBS TV)

Giorgio Donatto e Duda Meneghett no curta 'Nada De Mais' (Foto: Reprodução/ RBS TV)
Conheça o curta "Nada de Mais", que vai ao ar no sábado, 8 de junho:
Sinopse
Um casal de namorados recebe o resultado do teste de gravidez, mas eles preferem não abrir o envelope. Os jovens decidem passar um final de semana na praia, passear com os amigos, fazer um show com sua banda e se divertir sem pensar no futuro.
Ficha ténica
Com Duda Meneghetti, Giorgio Donatto, Gabriel Donatto e Pedro Rocha. Direção de Bruno Carvalho, também roteirista junto com Felipe Rosa e Pedro Guindani. Fotografia de Felipe Rosa, arte de Fernanda Jorge e Sheila Marafon, montagem de Rafael Coelho, trilha original de Augusto Stern e Fernando Efron, produção de Eduardo Christófoli. Produção executiva: Matilha Filmes.

Bruno Carvalho é o diretor de 'Nada de Mais' (Foto: Arquivo Pessoal)Bruno Carvalho é o diretor de 'Nada de Mais' (Foto:
Arquivo Pessoal)
Em “Nada de Mais”, algumas das principais características de Bruno estão presentes. O trabalho em equipe é um exemplo:
- Eu jogava futebol de salão quando era criança. Adorava essa coisa de time, de uma galera trabalhando pelo mesmo objetivo. Acho que fazer filmes é isso, juntar pessoas legais que possam contribuir com o trabalho - conta.
O diretor comenta que, na área do cinema, há momentos complicados, como ficar esperando meses pelo próximo projeto.
- Mas, quando começam os ensaios com o elenco, quando chegamos ao set ou quando pegamos a estrada com os amigos, aí tudo faz sentido - afirma.
Sobre o Histórias Curtas, Bruno acredita que o projeto tem bastante importância para a sua geração, a de jovens diretores que começaram em 2007.
- Mesmo já tendo trabalhado antes, foi no Histórias Curtas que passamos a ser vistos como ‘gente grande’. Eu, Luis Mário, Denise Marchi, Iuli Gerbase, entre outros, todos aprendemos muito vendo a reação do público aos nossos trabalhos.
- Acho que essa é uma marca minha como roteirista, não como diretor. Meus personagens são eu mesmo, então não podem ser mais velhos do que eu, apenas mais novos. Eu me entrego ao roteiro. O “eu diretor” me parece ser bem mais flexível do que o “eu roteirista”.
Entre os trabalhos anteriores de Bruno, estão os curtas-metragens “Gol a Gol” (2008),  “À Moda Antiga”, “A Maldição de Santa Isabel” (2009), e “Inca” (2011).

06 junho 2013

Viva-Água-Viva, do Teatrofídico, em cartaz na Usina do Gasômetro.

"Nunca seremos derrotados,porque continuaremos tentando." Clarice Lispector.

O espetáculo teatral Viva-Água-Viva, da Companhia Teatrofídico, entra em cartaz em curta temporada (dias 08 e 09 e 15 e 16 de junho - sábados 20h e dom 18h), na sala 400 da Usina do Gasômetro.

As paixões impossíveis alimentaram a literatura de Clarice Lispector. Mesmo quando ainda existe amor numa relação, ele parece ser de uma impossibilidade inexplicável. O amor fracassado é alvo de sua visão aguçada, por vezes ferina e de um lirismo muito precioso e delicado. ”Em VIVA-ÁGUA-VIVA, resolvi perseguir o ambíguo e o tenso de uma relação amorosa. Tudo pode ser nada, de uma hora para outra”, salienta o diretor Renato Del Campão.

A peça - Num apartamento vive uma solitária mulher que passa suas horas escrevendo e pintando a sua visão de amor, após ter sido abandonada. Entre pensamentos vagos e declarações apaixonadas, ela, acompanhada por seus espíritos, se entrega mais de alma do que de corpo ao antigo amante. Uma confissão com fortes doses de psicodelismo é encenada por ela enquanto a madrugada avança. Ao mesmo tempo, sedutora e cruel, resume sua visão esfacelada da própria intimidade em contraponto aos delírios sobre a condição do amar. Utilizando um resumo sintético do livro e respeitando as idéias centrais da trama, o adaptador e diretor Renato Del Campão promete 60 minutos do clima misterioso e intrigante de Clarice Lispector.

A peça é a mais nova montagem da Cia. Teatrofídico e um retorno de Del Campão à direção, num espetáculo poético e intimista. A assistência é de Eduardo Kraemer, que também ilumina e realiza a sonoplastia. Figurinos, caracterização e cenografia dos próprios atores, Thuanie Cigaran, Jairo Klein e Renato Del Campão.

Jairo Klein e Renato Del Campão, juntos , novamente

30 maio 2013

Dan Brown lança Inferno, seu novo livro.

Dan Brown, o autor de O Código Da Vinci, lançou seu novo romance, Inferno, com previsão de chegada ao Brasil no mês de junho. 
O novo livro traz uma nova aventura do simbologista de Harvard, Robert Langdon, que também aparece em O Código Da Vinci e outros livros do autor.


Em A Divina Comédia, o poeta italiano apresenta na forma de poema uma descrição detalhada do Inferno, do Purgatório e do Paraíso. No Inferno, Dante, guiado pelo poeta Virgílio, percorre locais onde os pecadores enfrentam punições pelo que fizeram em vida.Segundo detalhes revelados pela editora, a história começa com o professor Langdon acordando em um hospital na Itália sem lembrar como foi parar ali. Seguido por um assassino, ele dá a início a uma jornada por diversas cidades italianas, começando por Florença, para tentar decifrar códigos que fazem referência a passagens da clássica obra de Dante.

A pedido da BBC, o escritor e historiador Stephen Tomkin listou dez curiosidades sobre o inferno, de acordo com o descrito por Dante e outros artistas.

1 – O inferno tem formato de cone

De acordo com a descrição de Dante, o inferno consiste em nove círculos concêntricos que se afunilam conforme ficam mais profundos, até chegarem ao centro da Terra. Para qual deles você é enviado depende do pecado cometido, com círculos destinados aos glutões, hereges e fraudadores. Sobre o ponto central superior, na superfície terrestre, está Jerusalém.
O rio Aqueronte corre por todo o inferno, separando-o do mundo exterior. Fora do inferno, mas também sofrendo punição, estão as pessoas que nunca fizeram nada de bom nem de mal. Elas são penalizadas pela neutralidade, vagando por toda a eternidade sendo picadas por vespas e tendo o sangue bebido por larvas.

2 – O inferno é diversificado


Dante Alighieri, autor de 'A Divina Comédia'
A imagem moderna do inferno, com chamas e labaredas de fogo como punições universais para todos, é bastante moderada quanto comparada às versões medievais. A concepção atual é provavelmente um legado do poeta inglês John Milton (1608-1674), cujo poema épico Paraíso Perdido retrata em detalhes um inferno da época de Adão e Eva, descrito como "uma grande fornalha" cujas chamas oferecem "nenhuma luz, mas sim escuridão visível".
Dante Alighieri
Já o inferno medieval descrito por Dante na literatura e pelo holandês Hieronymus Bosch (1450-1516) na pintura não é um ambiente estático. As punições são variadas e se aplicam conforme os pecados cometidos. Para o poeta italiano, os semeadores da discórdia são cortados em pedaços, e os suicidas vivem como árvores pelo fim dos tempos. Aduladores nadam em mares de excrementos e traidores são condenados a terem suas cabeças comidas por aqueles que traíram. O pintor holandês mostra pessoas sendo excretadas por monstros e homens sendo forçados a se casarem com porcos.

3 – O inferno fica abaixo da terra

Na Idade Média havia o senso comum de que o inferno estava localizado no subterrâneo terrestre, e havia lendas de pessoas que chegaram a ver sua fumaça saindo através de buracos no chão. Dante estava de acordo e por isso sua concepção coloca Satã na parte mais profunda do inferno, o nono círculo. Na versão de Milton, no entanto, o inferno é distante da Terra, vista como um lugar puro e perfeito, que não comportaria o centro da maldade.

4 – O inferno pode congelar

Na verdade, o inferno é descrito como escaldante, sobretudo na versão de Milton, que descreve colinas, cavernas, praias e pântanos de fogo. Dante mostra um rio de sangue fervente repleto de pessoas culpadas por carnificinas, piras de fogo para os hereges e um deserto onde chove fagulhas de fogo sobre pessoas que cometeram blasfêmias e homossexuais.
Entretanto, para Dante, o demônio está imerso em gelo até a cintura e sempre enfrenta frio, mesmo no calor do inferno. Apesar de todo o fogo, Milton também diz que em algumas regiões do inferno há gelo, neve, granizo e ventania.

5 – O inferno é outras pessoas (e elas são reais)


Inferno da obra de Milton tinha apenas demônios
O inferno de Milton, nos tempos de Adão e Eva, ainda não tem nenhum habitante, apenas demônios. Mas Dante vê muitos papas no inferno, incluindo Anastácio 2º (que viveu no século 5º), por heresia, e Nicolau 3º (do século 13) pelo pecado de compra de cargos na hierarquia na igreja.
O poeta inglês John Milton
O teólogo Erasmo de Roterdã (1466-1536) escreveu um diálogo chamado Júlio Excluído, onde o papa Júlio 2º (1443-1513) tem sua entrada no paraíso rudemente recusada. Michelangelo (1475-1564), em seu afresco O Juízo Final, na Capela Sistina, mostra pessoas reais sendo puxadas para o inferno, entre elas um assessor papal, Biagio de Cesena, que se opôs à intenção do artista de incluir nudez em seus trabalhos e é mostrado tendo os genitais comidos por uma serpente. Dante também coloca no inferno uma série de pessoas que realmente existiram, entre elas alguns amigos, e os famosos traidores Cássio, Brutus e Judas.

6 – O inferno abriga criaturas fictícias

O inferno está cheio de criaturas dos mitos pagãos. Dante vê centauros, o minotauro e o cachorro de três cabeças, Cérbero. Michelangelo inclui Caronte, o barqueiro dos rios Estige e Aqueronte que leva as almas dos pecadores para o inferno. Milton vê a medusa e hidras nas profundezas.

7 – O inferno é um pandemônio

O pandemônio ("todos os demônios"), embora tenha recebido ao longo do tempo a definição de um caos barulhento, é uma palavra inventada por Milton para a capital do inferno, onde Satã e seus seguidores se reúnem em seu Parlamento infernal.

8 – O inferno tem portões

O portão do inferno de Dante tem a famosa inscrição "abandone toda esperança aquele que por aqui entrar". Menos famosas são as outras oito linhas do texto, que incluem a alegação de que o interior foi criado pela "mais alta sabedoria e amor primordial". Para Milton, há nove portões: três de bronze, três de ferro e três de rocha, guardados pelo pecado, pela morte e pelos cães do inferno.

9 – O inferno não tem tanto interesse por sexo

Muitos associam o Cristianismo a pecados sexuais, mas o sexo não é citado como uma das causas proeminentes para o castigo no inferno.
Na Divina Comédia, o professor de Dante Brunetto Latini é punido no sétimo círculo por sexo "não natural", mas o pecado de luxúria é punido no segundo círculo (o primeiro sendo o limbo, lugar que costuma abrigar bebês não batizados e aqueles que não cometeram pecados, mas não são cristãos). Dessa forma, Dante considera a luxúria coloca a luxúria como um pecado menos grave do que outros, punidos em círculos mais profundos.

10 – O inferno não é tão bíblico

Muito poucas dessas ideias provêm da Bíblia. O Livro Sagrado não faz referência ao inferno e às chamas – muitos dos detalhes de Dante foram inspirados pelos mitos gregos e romanos, e a vasta maioria das concepções mais recentes são fruto do imaginário medieval ocidental.
Artistas cristãos orientais nunca tiveram o mesmo nível de interesse pelo assunto, e mesmo no Ocidente isso foi algo tardio – a doutrina do tormento perpétuo foi introduzida em 1215, no Quarto Concílio de Latrão, apenas um século antes de Dante.
Estima-se que há mais menções ao paraíso do que ao inferno na Bíblia (na Nova Versão Internacional, uma tradução do Livro Sagrado): seriam 622 versículos citando o paraíso, e apenas 15 ligados ao inferno.
Francisco Orofino, professor de teologia da faculdade EST, em São Leopoldo (RS), no entanto, diz que é "arbitrário" fazer qualquer contagem de palavras contidas na Bíblia em línguas que não o hebraico ou o grego, devido às diferentes traduções e interpretações em cada idioma – o que pode produzir resultados diferentes.

"Devo dizer que todo o problema está nas palavras conceituais 'paraíso' e 'inferno'. Se por 'paraíso' fizeram um levantamento em inglês da palavra 'heaven' incluíram neste levantamento palavras hebraicas e gregas que não significam em si 'paraíso' já que termos como 'céu' e 'céus' entram na conta. Portanto o número para 'paraíso' é totalmente falho. Nem sempre o conceito de 'céu' equivale a 'paraíso'. No caso do 'inferno', a palavra hebraica para o termo é sheôl, que geralmente é traduzida para o português como 'abismo, tumba, ou sepultura', e aí o número subiria muito", explica.

19 janeiro 2013

Faleceu ontem o ator Walmor Chagas.

O ator Walmor Chagas, de 82 anos, foi encontrado morto na chácara onde vivia na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (18 de janeiro). As circunstâncias da morte ainda serão investigadas, mas a polícia disse acreditar que pode ter sido suicídio.

Com mais de 60 anos de carreira, o gaúcho Walmor de Souza Chagas atuou em mais de 40 peças, cerca de 20 filmes e mais de 30 novelas. Era considerado um dos grandes atores do teatro brasileiro.

Segundo o relato de um funcionário, o caseiro José Arteiro de Almeida, o corpo do artista foi achado caído na cozinha com um tiro na cabeça por volta das 16h30. Almeida, que trabalha há 30 anos com o ator, diz que Walmor Chagas não demonstrava nenhum indício de que poderia tirar a própria vida. "Ele apenas relatou nos últimos dias que estava preocupado com o diabetes. As pernas também já não estavam tão firmes, mas ele estava bem", disse.

O sítio onde o ator vivia fica no bairro Gomeral, na zona rural de Guaratinguetá. O local é de difícil acesso. Bombeiros dizem que receberam um chamado às 17h15, mas só conseguiram chegar ao local por volta das 18h30. Policiais civis estavam junto com os bombeiros e a Polícia Científica também está no local para a realização da perícia.
 
Walmor Chagas nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 28 de agosto de 1930. No começo dos anos 50, foi para São Paulo em busca de uma chance no cinema.
Em 1952, Chagas fundou o Teatro das Segundas-Feiras, com Ítalo Rossi, encenando “Luta até o amanhecer”, de Ugo Betti. Ele estreou no Teatro Brasileiro de Comédia em 54, na peça “Assassinato a domicílio”, de Frederick Knott, com direção de Adolfo Celi.
Ao lado de Eva Wilma, o ator estreou no cinema em “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), de Luís Sérgio Person, interpretando Carlos, um jovem da classe média. Sua primeira novela foi na TV Globo em 1974, na trama de “Corrida do ouro”.

Em 1992, Chagas chegou a apresentar o programa “Você decide”. Após oito anos afastado dos palcos, o ator retornou em 1999 na peça “Um equilíbrio delicado”.


Seus últimos trabalhos foram “Cara ou Coroa” e “A Coleção Invisível”, no cinema; e as novelas “A favorita” e “Os mutantes”, na televisão. Chagas era viúvo da atriz Cacilda Becker, com quem teve uma filha, Maria Clara Becker Chagas.

A organização do Prêmio Shell de Teatro anunciou no dia 21 de dezembro de 2012 que Walmor Chagas seria o grande homenageado na edição de 2013 do evento, que deve acontecer em março, "por seu papel histórico como ator e produtor em 64 anos de atividade no teatro brasileiro".

07 janeiro 2013

Luís Fernando Verissimo está de volta.

O escritor Luís Fernando Verissimo escreveu sua primeira coluna para o jornal Estado de S.Paulo, após 24 dias internado no Hospital Moinhos de Vento, no Rio Grande do Sul. E o tema não poderia ser outro que não o período conturbado que passou entre os meses de novembro e dezembro.
"As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência", escreveu em parte do texto.

"No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minhas costas. Em vez disso ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. 'Hospital Moinhos de Vento', arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto", finalizou.
O escritor gaúcho, 76 anos, recebeu alta no dia 14 de dezembro. Ele foi internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com uma infecção generalizada, febre e dores musculares e fadiga. Nos exames, foi identificada a presença do vírus da influenza sazonal ou gripe comum.


 Algumas frases do grande Verissimo: 

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.


3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.


4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.


5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.


6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.


7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".


8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".


9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.


10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

E já que o tema é morte - que, graças aos Céus, não aconteceu - eis uma crônica que mostra bem o humor e inteligência (ou humor inteligente, como queiram):

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:


"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".


No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:


- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?

- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.


A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?


No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."


O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
 

Vida longa ao mestre.